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Modelo "Suíça plus". Reino Unido poderá regressar rapidamente à União Europeia
Bernd Lange, que participou nas negociações do Brexit, diz que um acordo para o regresso do Reino Unido à Europa poderá ser assinado poucos meses depois de qualquer decisão de estreitar laços.
O Reino Unido poderá regressar à União Europeia através de um pacote no modelo “Suíça plus” — um arranjo que poderá ser negociado poucos meses depois de qualquer decisão de aprofundar os laços com o bloco —, afirmou o presidente do Comité do Comércio Internacional do Parlamento Europeu, citado pelo jornal britânico The Guardian.
“Adorava ver o Reino Unido de volta”, afirmou o eurodeputado alemão Bernd Lange, que teve um papel central nas negociações do Brexit. Bernd Lange salientou que a União Europeia sente falta da participação britânica no processo de tomada de decisões, dado o historial do país na promoção dos mercados abertos e da democracia.
O ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson rejeitou a ideia de uma relação com a União Europeia nos moldes da que a Suíça mantém, uma vez que envolveria a livre circulação de pessoas e o alinhamento regulamentar; contudo, este modelo é frequentemente visto como um passo intermédio em direção a uma adesão plena ao bloco.
Lange manifestou ainda apoio à exigência de Andy Burnham para que a União Europeia não exclua o Reino Unido da legislação Made in Europe (Feito na Europa) — uma medida que, caso contrário, impediria os fornecedores britânicos de participar em concursos públicos e em certos contratos corporativos, como o fornecimento de frotas de veículos.
Segundo o Guardian, os líderes de França e da Alemanha estavam, na quinta-feira, perto de um consenso sobre uma proposta que permitiria a inclusão do Reino Unido, desde que o país alinhasse com as tarifas da União Europeia — previstas para 2024 — sobre a importação de veículos elétricos chineses.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, conta com o apoio dos Países Baixos, da Alemanha e da Itália. A França, autora das propostas legislativas, posicionou-se contra, argumentando que a legislação precisa de ser aprovada com urgência para proteger o bloco contra a concorrência de produtos baratos vindos da China, e que a inclusão do Reino Unido e de outros países aliados poderia atrasar o processo legislativo.
Bernd Lange defendeu que o Reino Unido deveria, “naturalmente”, ser incluído, uma vez que o país já está alinhado com a União Europeia em relação às normas ambientais e às leis laborais.
Para Lange, a posição da França é “irracional” e “excessivamente emocional”, podendo ser motivada pelo desejo de priorizar os interesses franceses antes das eleições presidenciais de abril próximo — pleito no qual Marine Le Pen, que se opõe ao globalismo, pode chegar ao poder.
Excluir o Reino Unido do Made in Europe poderá, ainda, desencadear uma disputa jurídica em torno do acordo de comércio e cooperação que permite a venda de produtos britânicos no mercado único europeu, sem barreiras, desde que cumpram as normas do bloco.
Espera-se que o pacote Made in Europe— também chamado Lei de Aceleração Industrial (Industrial Accelerator Act) — obtenha aprovação política até ao final deste ano ou início de 2027. Isto significa que o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham dispõe de pouco tempo para articular a inclusão de cláusulas que classifiquem o Reino Unido como “europeu” para efeitos desta legislação.
Contudo, Lange observou que ainda pode haver uma oportunidade após esse prazo, considerando os trâmites do Parlamento Europeu, onde três comissões possuem poderes de análise e fiscalização.
“Há 5.100 alterações”, afirmou, referindo-se ao longo processo que se avizinha — incluindo uma que trata especificamente da inclusão do Reino Unido.
Na passada segunda-feira, Andy Burnham afirmou que se vai empenhar em garantir um acordo que melhore as relações comerciais com a União Europeia durante uma cimeira no próximo mês. Exortou ainda o Parlamento a apoiá-lo no estabelecimento de laços mais estreitos com o bloco a longo prazo.
Assinalando o regresso do Parlamento após o recesso, Andy Burnham — que, no referendo de 2016, defendeu a permanência do Reino Unido na UE — confirmou que se realizará uma cimeira entre o Reino Unido e a União Europeia a 20 de novembro. O encontro tinha sido adiado após a demissão do seu antecessor, Keir Starmer.
“Adorava ver o Reino Unido de volta”, afirmou o eurodeputado alemão Bernd Lange, que teve um papel central nas negociações do Brexit. Bernd Lange salientou que a União Europeia sente falta da participação britânica no processo de tomada de decisões, dado o historial do país na promoção dos mercados abertos e da democracia.
O ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson rejeitou a ideia de uma relação com a União Europeia nos moldes da que a Suíça mantém, uma vez que envolveria a livre circulação de pessoas e o alinhamento regulamentar; contudo, este modelo é frequentemente visto como um passo intermédio em direção a uma adesão plena ao bloco.
A Suíça não é membro da União Europeia, mas, no ano passado, assinou um novo acordo-quadro que consolida o seu “acesso sem atritos” ao mercado único, através de mais de 100 acordos específicos.
Isto garante ao país o acesso ao mercado de eletricidade da União Europeia, a programas espaciais, ao programa Erasmus e ao programa de investigação “Europa Digital” (Digital Europe), para além da participação no Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.
Cimeira entre UE e Reino Unido em novembro
Lange manifestou ainda apoio à exigência de Andy Burnham para que a União Europeia não exclua o Reino Unido da legislação Made in Europe (Feito na Europa) — uma medida que, caso contrário, impediria os fornecedores britânicos de participar em concursos públicos e em certos contratos corporativos, como o fornecimento de frotas de veículos.
Segundo o Guardian, os líderes de França e da Alemanha estavam, na quinta-feira, perto de um consenso sobre uma proposta que permitiria a inclusão do Reino Unido, desde que o país alinhasse com as tarifas da União Europeia — previstas para 2024 — sobre a importação de veículos elétricos chineses.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, conta com o apoio dos Países Baixos, da Alemanha e da Itália. A França, autora das propostas legislativas, posicionou-se contra, argumentando que a legislação precisa de ser aprovada com urgência para proteger o bloco contra a concorrência de produtos baratos vindos da China, e que a inclusão do Reino Unido e de outros países aliados poderia atrasar o processo legislativo.
Bernd Lange defendeu que o Reino Unido deveria, “naturalmente”, ser incluído, uma vez que o país já está alinhado com a União Europeia em relação às normas ambientais e às leis laborais.
Para Lange, a posição da França é “irracional” e “excessivamente emocional”, podendo ser motivada pelo desejo de priorizar os interesses franceses antes das eleições presidenciais de abril próximo — pleito no qual Marine Le Pen, que se opõe ao globalismo, pode chegar ao poder.
Excluir o Reino Unido do Made in Europe poderá, ainda, desencadear uma disputa jurídica em torno do acordo de comércio e cooperação que permite a venda de produtos britânicos no mercado único europeu, sem barreiras, desde que cumpram as normas do bloco.
Espera-se que o pacote Made in Europe— também chamado Lei de Aceleração Industrial (Industrial Accelerator Act) — obtenha aprovação política até ao final deste ano ou início de 2027. Isto significa que o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham dispõe de pouco tempo para articular a inclusão de cláusulas que classifiquem o Reino Unido como “europeu” para efeitos desta legislação.
Contudo, Lange observou que ainda pode haver uma oportunidade após esse prazo, considerando os trâmites do Parlamento Europeu, onde três comissões possuem poderes de análise e fiscalização.
“Há 5.100 alterações”, afirmou, referindo-se ao longo processo que se avizinha — incluindo uma que trata especificamente da inclusão do Reino Unido.
Na passada segunda-feira, Andy Burnham afirmou que se vai empenhar em garantir um acordo que melhore as relações comerciais com a União Europeia durante uma cimeira no próximo mês. Exortou ainda o Parlamento a apoiá-lo no estabelecimento de laços mais estreitos com o bloco a longo prazo.
Assinalando o regresso do Parlamento após o recesso, Andy Burnham — que, no referendo de 2016, defendeu a permanência do Reino Unido na UE — confirmou que se realizará uma cimeira entre o Reino Unido e a União Europeia a 20 de novembro. O encontro tinha sido adiado após a demissão do seu antecessor, Keir Starmer.